terça-feira, 19 de novembro de 2013

O desejo de Deus

Tudo que existe é obra da criação de Deus! Por isso, nada escapa do seu domínio bem como, nada está além do alcance da sua visão. Por terem a mesma origem, Deus, tudo que existe um dia foi perfeito. Todas as coisas, todos os animais e com primazia o homem, criado à imagem e semelhança de Deus. 

O Criador idealizou e concretizou cada projeto pelo seu amor e sua vontade infalível e inevitável. Tudo foi perfeito, até mesmo aquilo que se supõe feio ou mesmo disforme já teve perfeição um dia. 

Deus criou o homem para dominar a terra e sujeitar a si todas as coisas para que o Senhor fosse glorificado através da sua criação; mas o homem deixou-se corromper pelo pecado. Deus na sua presciência, já sabia que isso aconteceria. De posse dessa informação que apenas Ele como Deus poderia ter, decidiu então oferecer seu Filho em resgate da humanidade. Ele criou no homem uma parte imortal - sua alma. Havendo desse modo a necessidade de um resgate eficiente para que a mesma pudesse estar livre do castigo eterno criado pelo Senhor, não para o homem. 

Deus, amoroso e benevolente, não mudou seu propósito em relação à humanidade. No seu coração persiste o desejo de que o homem O reconheça como o único Deus verdadeiro e a Jesus como único Salvador. Falando através do profeta Ezequiel, Ele indaga: ”Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” (Ez 18.23b) 

A humanidade está cada vez mais afastada do seu Criador. A natureza padece e geme como a desejar o dia da sua restauração quando o Senhor Jesus, para quem tudo foi criado, renovar a Terra com seu governo de paz. O homem,no entanto, envolvido em seus projetos de autossuficiência e dominação própria, não percebe que até mesmo a natureza irracional apela para seu bom senso e racionalidade. Endeusando-se, despreza o desejo de Deus de concebê-lo como filho através do seu primogênito, o bendito salvador Jesus Cristo. 

Louvado seja o nome santo do Senhor!!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Corações de Cera



– Mãe , é o pai!!!

A mãe virou-se mais por reflexo do que por credulidade. Parou o andar apressado, abraçou a pequena de quase sua altura; apertou-a ao peito, beijando sua cabeleira loira e perfumada e percebeu que algumas lágrimas molharam as mechas douradas da pequena Vic. Apertou-a mais em seus braços na movimentada calçada. É claro que o moço que passara do outro lado da rua não poderia ser seu antigo amor. Ele não viria a São Paulo. Ele não viria a lugar nenhum. Mas era meio difícil convencer a pequena Vic de apenas dois aninhos, como o pai costumava dizer,  como a desejar não vê-la crescida, mesmo quando ela já completara seis anos, hoje ela tem sete. As duas ficaram, abraçadas por alguns minutos.

Atravessaram a rua e ao longe ainda puderam ver o moço se distanciando cada vez mais. De fato, parecia bem familiar, aquela calça jeans escuro, camisa de linho azul, meio desbotada e aquele andar meio em falso, mas não passavam de meras semelhanças.

Sentaram num banco e pediram dois sorvetes a um vendedor que estava próximo. Os olhinhos azuis da menina estavam turvos de emoção traduzida em pequenas lágrimas.  Ao terminarem, a mãe olhou o relógio e convidou a princesa a continuarem para casa.

Nas duas cabeças aquela sensação de terem visto alguém que foi o seu grande amor. O seu mundo, seu herói, seu cavaleiro...

Mas, como dissera certo Vieira, os amores não são para sempre, o tempo, como faz com colunas de mármore também dá cabo a corações de cera.

Ninguém me ama

Quando choro
Tem alguém que me entende
Me acalenta
Compreende
O meu ferido coração

E se eu grito
O meu grito é abafado
Reprimido, dominado
Cheguei numa conclusão:

É Só Ele quem me ama
Só Ele quem me chama
E me estende as suas mãos
Ele é quem me pede calma
Acalenta minha alma
Consola meu coração

Lê meus pensamentos
E me conhece por dentro
E sabe aonde vou
Nessa estrada
Ele sabe o meu final
E se eu errar,
Ele é amigo
Ele é leal 

Me perdoa com o Seu eterno amor